D'OLIVARES > PEDAZOS DE PARED

Estamos perante uma arte jovem, denominada Pop de Nova Geração. D'Olivares é um artista de vocação, mas ao mesmo tempo, com uma sólida formação técnico-humanista, que o levou o sentir e trabalhar a sua arte com total liberdade e independência de estilos.
D'Olivares enfrenta a superfície branca da tela com a visão de homem do mundo que realmente é, homem também comprometido com a problemático social e com todas as reivindicações que dignificam a nossa espécie.
Por isso, d'Olivares ergue-se com um testemunho de uma actualidade tecnocrata e convulsa que muda de rosto a cada momento. Dessa necessidade de reflexão argumentada, nasce a obra fresca e corrosiva do artista, na qual também encontramos notas de bom humor, melancolia e diversão despreocupada.
D'Olivares concebe a criaçõo como um palco gerador de novos projectos de vida. Em definitivo, uma bela disciplina para afugentar o cepticismo crónico sobre uma "metropolis" saturada de falsos ídolos. Totens nascidos da sociedade de consumo e que mais não fazem que lançar, de maneira compulsiva, néscias mensagens de bem estar barato. Finalmente, todos adoramos o Totem.
Nesta exposição assistiremos à apresentação dos seus últimos trabalhos, concebidos à maneira de colagens e nos quais se utilizam materiais impensáveis, tais como cimento. D'0livares apropria-se de "pedazos de pared", sem dúvida com a intenção de captar fragmentos da realidade urbana que nos rodeia à maneiro de estereótipos e que por sua vez se transformam em elementos transmissores de uma determinada cultura e filosofia global.
Desde há algum tempo o artista percorre as ruas com olhar de detective, investigando e indagando os elementos visuais e ambientais que integram os espaços urbanos, para depois na solidão do seu estúdio, os interpretar sob o signo do seu olhar. Com a série "Pedazos de Pared", d'0livares convida-nos a percorrer os muitos atalhos pelos quais passam as novas vanguardas dos começos do século XXI, herdeiras de décadas anteriores, e percurso obrigatório até uma arte oculta ainda por desenvolver.
Nada de novo debaixo do sol. Ou talvez sim, um microcosmos de sensibilidade e tolerância, que o artista deseja transmitir ao grande público.
Cores, planos e monocromos, preferência da pintura acrílica, cartazes (...) arrancados e voltados a utilizar (de novo utilizados), imagens que nos transportam a um "habitat" de seres inanimados, desenhos, esboços, fotografias e videoanimações. D'Olivares mantêm uma luta consigo mesmo, experimenta, retira e reconstrói a própria existência como um mecano. Na sua busca particular da felicidade, o palavra "Arte" é o sortilégio que alcança o milagre do idílio eterno, da paixão renovada que nunca morre. A Arte é como dizia Juan Miró, a menos falaz das mentiras, e uma doença dolorosa, que no final nos mata de prazer.

María CastelIví y Narbón
Crítica de Arte//Revista Artes Plásticas

D'Olivares - Manuel José de Olivares Marin Paulo Dias

Cursos de Eng.ª Civil do Instituto Superior Técnico, Curso de Pintura,
Curso de Desenho e Curso de Temas de Estética e Arte Contemporânea da S.N.B.A.

1999
II Bienal do Alentejo,
XII Exposição Internacional de Arte Postal, Município de Sto. André, Brasil
II Bienal de Artes Plásticas da Nazaré
Individual na Torre de Menagem do Castelo de Monsaraz.


2000
Individual na Galeria Lartela, Lisboa
1ª Colectiva de Desenho Fotografia, Nazaré 2000
Dê 60 minutos para os próximos 1000 anos, Reserva Patriarcal
"Leggere Pagine" Galeria Babele, Milão Itália
3ª Bienal de Pintura "Prémio Cardoso Lopes", C.M. Amadora
12ª Exposição Int. de Arte Postal, Barreiro.


2001
2ª Bienal de Pintura da Nazaré, Menção Honrosa.


2002
"IV prémio de desenho Américo Marinho", Barreiro.
"Traveliing" Arte Postal, Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.


2003
3ª Bienal de Pintura da Nazaré.


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